UFO em Goiânia: Um OVNI na Terra da Pecuária

Alanzera

UFO_CP

Minha mãe é portadora de leucemia. Mais precisamente do tipo mielomonocítica crônica, um tipo raro. Isso tem tomado conta dos meus pensamentos diuturnamente há cerca de 2 meses, desde quando a doença foi diagnosticada. Ontem, por cerca de duas horas, eu esqueci da doença de minha mãe. A razão disso foi o show do UFO, banda inglesa que retornou a Goiânia após 3 anos.

O primeiro show, em 27 de maio de 2010, eu assisti na companhia do Paulo Afonso, e de lambuja encontrei o poeta Mario Zeidler e sua então esposa, chapadíssimos, como pede um bom show de hard rock setentista.

No show de ontem os parceiros eram os Fábios (Lara e Finotti). O relógio marcava cerca de 23h30 quando as pernas do vocalista Phil Mogg começaram a aparecer sob as cortinas do Bolshoi Pub. Sempre carismático, ele conquistou a platéia imediatamente, dizendo que as cortinas subiam lentamente, como um  bom striptease deve ser.

Fábio Lara e Alan

E mesmo que Phil não tivesse soltado esse gracejo, duvido que os cerca de 400 presentes (cálculo otimista meu) não seriam conquistados após os primeiros acordes de Lights Out, música que abriu o show. Pena que Goiânia não é um nome fácil de se pronunciar, senão acredito que ouviríamos o famoso refrão “Lights out, lights out in London” ser adaptado para  “Lights out, lights out in Goiânia”, tal qual foi eternizado em um show de Chicago, posteriomente lançado em disco.

Detalhes à parte, enquanto o guitar hero Vinnie Moore fazia suas acrobacias na guitarra, o discreto e competente Paul Raymond, com seu penteado à la Xororó, dividia-se entre os teclados e a guitarra base. O baterista Andy Parker, tocando muuuuuito pesado para um senhor de 61 anos, e o andrógino baixista Rob de Luca completavam a cozinha.

O show transcorreu sem maiores imprevistos, a não ser por uma luz que vinha da platéia superior e estava incomodando Phil, o que imediatamente foi resolvido por um membro da produção, e do amplificador Marshall da guitarra de Vinnie Moore, que misteriosamente deixou de funcionar no meio do show. Seria culpa da rede confiabilíssima da CELG? Quero crer que não. Em todo caso, eles dispunham de um amplificador reserva!!!!!

Não tenho muitas lembranças do show de 2010, mas tenho certeza que os clássicos da banda estavam presentes tanto naquele show quanto neste de 2013. Além da já citada Lights Out, o repertório regular de pedradas foi composto por Mother Mary, Cherry, Let It Roll, Only You Can Rock Me, Too Hot to Handle e Rock Bottom (com seu solo de guitarra interminável). Bati cabeça em todas!

Alan e Fábio Finotti

Por falar em bater cabeça, outro dia o Paulo disse que balada de rock boa tem de ser pesada. Lembrei disso na hora em que eles tocaram Love to Love. Impossível não headbangear nessa música. Enquanto os casais se abraçavam e se beijavam, eu entrava em transe. Vai entender…

Se alguém sentiu falta de Doctor Doctor no 7list acima, explico: ela foi tocada no bis, juntamente com Shoot Shoot. E assim, com essa dobradinha de sucessos, o UFO encerrou o show em Goiânia.

Os Fábios e Jimi Hendrix

Pela reação da platéia, acredito que os sortudos que presenciaram o show saíram mais do que satisfeitos. Já eu comprovei na prática um dos vários efeitos benéficos que o rock proporciona, que é esquecer os nossos problemas. Nem que seja por uma noite. Nem que seja por duas horas.

MÚSICAS

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