Marco Antônio Araujo: Influências e Confluências

Paulo Fernandes 

…As diversas influências da interessantíssima, e pouco conhecida, música instrumental de Marco Antônio Araujo… 

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INFLUÊNCIAS CRUZADAS

O intercâmbio de informações entre as pessoas é um salutar processo de enriquecimento mútuo, em todas as áreas do conhecimento humano. Eu acho ótimo influenciar os amigos com coisas que eu gosto no campo musical, assim como também ser influenciado pelos gostos musicais deles.

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E foi nesse processo de troca de experiências que fui apresentado à música de Marco Antônio Araujo, um músico mineiro excepcional que nunca negou as influências que recebeu durante sua, infelizmente, curta vida. Tanto era assim que o seu primeiro álbum se chama “Influências”, e ele nos deixou músicas com títulos reveladores como: Floydiana, Para Jimmy Page, Influências, Caipira, Pop Music ou Folk Song.

Isso foi em 1986 e o responsável foi meu colega de trabalho, e meu professor de violão, Ivan, pai do Davi Sabbag da Banda Uó. Infelizmente, assim como Marco Antônio, o Ivan também partiu muito cedo. Grande figura!

CONFLUÊNCIAS

MAA fazia música instrumental de excepcional qualidade melódica e com técnica refinada. Ele pegou o rock progressivo da década de 1970 e misturou com os ritmos folclóricos brasileiros, principalmente os de Minas Gerais, acrescentando também elementos de música clássica.

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Marco Antônio decidiu se dedicar integralmente à música no início dos anos 1970, após uma temporada em Londres onde pode acompanhar a trajetória de grupos como Led Zeppelin e Pink Floyd. A princípio compondo trilhas sonoras para teatro e espetáculos de dança, passou também a realizar shows em Belo Horizonte, acompanhado por um time de excelentes músicos que incluía seu irmão Alexandre Araujo na guitarra.

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Em 1980 é lançado o primeiro álbum: “Influências”. Em seguida veio “Quando a Sorte te Solta um Cisne na Noite”, de 1982, cuja música-título era a predileta do meu amigo Ivan e possui uma participação especial de Jacques Morelenbaum ao violoncelo.

No terceiro álbum, “Entre um Silêncio e Outro”, de 1983, MAA aproxima-se da música clássica ao conceber duas longas peças executadas por um quarteto acústico que, além dele ao violão, incluía o flautista Paulo Guimarães e os violoncelistas Jacques Morelenbaum e Márcio Mallard.

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De volta ao formato eletro-acústico, seu quarto e último álbum, chamado “Lucas”, é uma homenagem ao filho que havia acabado de nascer e foi lançado em 1984.

Sua carreira começava a deslanchar e extrapolar os limites de Minas Gerais quando em janeiro de 1986 foi vítima de um aneurisma cerebral que lhe tirou a vida aos 36 anos de idade.

MÚSICAS

Clique na imagem para ouvir:

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