Disco Nota 11: “Spartacus” – Triumvirat

Paulo Fernandes

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O GLADIADOR QUE DESAFIOU A PODEROSA ROMA

No século I aC, a República de Roma dominava todo o sul da Europa, o Mar Mediterrâneo e partes da Ásia Menor e do norte da África. Por volta do ano 73 aC aconteceu uma grande revolta que abalou o poderio romano: cerca de 100 mil ex-escravos, comandados pelo gladiador Espártaco conseguiram importantes vitórias militares contra as legiões romanas, mas acabaram por ser derrotados e massacrados quando Roma lançou um força bem maior sobre os amotinados.

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Os domínios de Roma em 100 aC (em vermelho)

 

Espártaco era natural da Trácia, como era conhecida a região, que inclui o Estreito de Bósforo, entre o Mar Egeu e O Mar Negro. Segundo algumas fontes históricas, Espártaco foi escravizado após desertar de uma força auxiliar do exército romano. Devido a sua extraordinária força física foi treinado para ser gladiador.

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Estátua de Spartacus em frente ao Museu do Louvre

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EMERSON, LAKE & PALMER ALEMÃO?

Inspirado pela música do Nice e do Emerson, Lake & Palmer, um trio progressivo da cidade alemã de Colônia conseguiu unir qualidade e sucesso comercial durante a década de 1970. Era o Triumvirat.

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Barthelt, Fritz e Koellen

 

Com uma formação semelhante ao ELP, o Triumvirat – em seu auge contava – com o tecladista Jürgen Fritz, o baterista Hans Bathelt e o baixista e vocalista Helmut Koellen. Foram esses três excelentes músicos que gravaram os dois melhores álbuns do Triumvirat: “Illusions on a Double Dimple”, de 1974, e “Spartacus”, de 1975.

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A VERSÃO PROGRESSIVA DE SPARTACUS

“Spartacus” é um álbum conceitual que conta a história do gladiador que desafiou Roma, desde o seu treinamento na escola de gladiadores de Cápua até sua última batalha contra o poderoso exército romano, na qual foi morto.

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Kirk Douglas (Spartacus) no filme de Stanley Kubrick

A história ganha um brilho especial devido ao virtuosismo instrumental do trio, suas belas melodias e à voz de Koellen. Tudo isso faz desse álbum um dos clássicos do rock progressivo e um dos meus discos mais queridos.

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Sempre achei injusto colocar o Triumvirat simplesmente como cópia do ELP e esse álbum nos mostra que não é bem assim. Influências há, mas quem não as tem? E há também muita personalidade e beleza nesse disco perfeito. Música programática que nos evoca imagens.

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Cartaz do filme “Spartacus” de Stanley Kubrick

 

Infelizmente foi a última vez que Helmut Koellen participou de um disco do Triumvirat, ele morreu em 1977, aos 27 anos, ao inalar o monóxido de carbono na garagem de sua casa, enquanto ouvia a fita com as gravações de seu primeiro disco solo “You Won’t See Me” no toca-fitas de seu carro.

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Capa do álbum de Koellen, lançado postumamente

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FAIXAS

Lado A

1) The Capital Of Power
2) The School Of Instant Pain
3) The Walls Of Doom
4) The Deadly Dream Of Freedom
5) The Hazy Shades Of Dawn

Lado B

1) The Burning Sword Of Capua
2) The Sweetest Sound Of Liberty
3) The March To The Eternal City
4) Spartacus

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MÚSICAS

Ouça o álbum completo:

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