Yes, We Can

José Maurício

fotoYES palco_CP

YES, WE CAN

Uma das vantagens de morar no centro da região metropolitana de Anápolis (a grande Anápolis) é ser servido pelas importantes cidades satélites de Goiânia e Brasília. Conta a história que as duas capitais foram deslocadas da Cidade de Goiás (no caso de Goiânia) e da Guanabara (no caso de Brasília) e construídas para servir à cidade de Anápolis.

Howe, Downes, Davison, White e Squire

Brincadeiras à parte, pude experimentar dessa vantagem duas vezes durante esse mês de maio. No dia 6 fui a Goiânia ver o show do Paul McCartney (sem morar lá e ter que conviver com a pecuária) e dia 19 a Brasília para o show do Yes. Nos dois casos, voltei e dormi em casa.

Eu já havia comprado o ingresso para o Pedro, mas o Rafael, o Fernando e eu fomos “na tora”, para comprar na bilheteria. Como o ingresso de R$100,00 estava sendo vendido por R$60,00 (ingresso de cortesia) e eu estava acompanhado por dois “turcos”, compramos o de venda proibida.

O repertório do show

Embora no começo do show o volume do teclado estivesse baixo e só se ouvisse os pratos e a caixa (para desespero do baterista Rafael) o pessoal da mesa foi equalizando e logo já estávamos ouvindo as músicas de forma impecável.  O repertório foi composto por três álbuns tocados na íntegra: primeiro o “Close to the Edge” (1972) seguido pelo “Going for the One” (1977). Após um intervalo de vinte minutos tivemos o “The Yes Album” de 1971. Durante algumas partes o público se manifestava com aplausos e gritos, mas na maioria do show ficávamos ouvindo, apenas ouvindo. Festa mesmo, como num show, foi durante o bis ao som de Roundabout (the music dance and sing), do álbum “Fragile”, quando “colamos” no palco.

Foi a segunda apresentação da Spring Tour, que começou no dia 16 de maio no Peru e segue para Curitiba (21), São Paulo (23 e 24), Rio de Janeiro (25) e Porto Alegre (26). Das formações que gravaram os três álbuns, continuam Steve Howe (guitarras), Chris Squire (baixo) e Alan White (bateria), que participou apenas do álbum “Going for the One”. Completam a banda o tecladista Geoff Downes (ex The Buggles e Asia) e o vocalista Jon Davison (não Anderson) que também canta no Glass Hammer. Confesso que, como o Fernando, senti mais falta do Rick Wakeman que do Jon Anderson. Foi um show memorável e já posso acrescentar no currículo ter visto mais um dos melhores guitarristas do mundo.

DETALHES

1) O título Yes We Can porque foi muito fácil chegar, comprar, entrar e sair: estacionamos a 20 metros da bilheteria, não havia flanelinha, comemos após o show (de quase três horas) e às duas da manhã já estava em casa.

2) Como eu já havia visto Rick Wakeman no Estádio Olímpico e Jon Anderson do Bolshoi, completei a minha formação preferida do Yes.

3) Até agora estou pensando como o Rafael passou pra dentro da pista sem o segurança

notar…

4) Fernando disse “A coisa estava tão fácil que entramos no ginásio por 2 vezes, uma sem ingresso e outra com o ingresso em mãos”.

ANÁLISE TÉCNICO-FILOSÓFICA, DO FERNANDO, SOBRE O SHOW

Reconhecido internacionalmente como um super colecionador de guitarras e autor de um livro sobre elas, Steve Howe utilizou muito poucos instrumentos: Gibson ES-345 (que usou durante todas músicas do “Close to the Edge”); Fender twin neck; Line 6 Variax 700, onde ele simulou diversos instrumentos, como a Jerry Jones Coral Sitar e um 12 cordas acústico; violão Martin; uma viola portuguesa de 10 cordas, já tradicional com ele; sua famosa Gibson ES-175 (aquela que ele comprava uma passagem de avião exclusiva para ela como Mr Gibson para levá-la na cabine); Gibson Les Paul VG-88; Steinberger 12 cordas (exclusivamente em Awaken); Fender Telecaster customizada por ele; Fender Stratocaster. Todas ligadas em um amplificador Line 6.

Chris Squire, mais humilde se limitou a utilizar seu Rickenbacker de 1964, um Fender Jazz Bass, um Ranney 8 cordas e um \”triple neck\” exclusivamente em Awaken.

Geoff Downes se portou como o Stu Sutcliffe em sua rápida passagem com os Beatles, tocando de costas a maior parte do tempo.

Alan White, preciso como sempre, é nossa ligação com os Beatles, pois tocou com o ex baixista do Riff Raff, Paulo César.

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