Passeio pelo Planeta Vinil

Paulo Fernandes

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Av. Paulista

 

Foi em junho de 2012 que eu comecei a acompanhar o José Maurício no circuito de feiras e sebos de discos de vinil em São Paulo. Eu havia pedido a ele para não desistir de me chamar e, após várias recusas anteriores, desta vez eu fui. Vou tentar fazer aqui um relato aqui do que foi esta primeira de muitas peregrinações em busca dos nossos objetos de desejo.

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A FEIRA DO TANGERINO

Nós chegamos à terra da garoa na quinta-feira (07/06) à tarde e mal deixamos as malas no hotel e zarpamos para a Feira do Tangerino na Av. Paulista, em frente ao MASP. Temperatura agradável de 9ºC e garoa fina. Eu nunca havia visto tantos discos num mesmo local, a estimativa é de 60 mil unidades. Que paraíso! Eu nem sabia por onde começar a garimpar.

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ENTRE A LIBERDADE E A CATEDRAL DA SÉ

Na sexta-feira (08/06) foi a vez dos sebos do centro. O Sebo José de Alencar foi primeiro que encontramos aberto, já que chegamos ao local antes das 8h, e tivemos uma espetacular surpresa: o simpático dono., não me lembro seu nome, nos disse que estava recebendo uma remessa de 11.000 discos. A maioria por R$ 5,00. Que festa!

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Catedral da Sé

Depois nós visitamos mais algumas lojas na região (Sebo do Messias, Sebo Liberdade), alguns tenebrosos e cheirando a mofo e outros com mais fama do que conteúdo. Decidimos voltar ao José de Alencar. Que festa – parte 2!

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AO LARGO DA GALERIA DO ROCK

Mais tarde, no mesmo dia, entramos em algumas galerias próximas à Praça da República. A primeira galeria visitada foi a Galeria Boulevard, do Centro, (Cel-Som Discos, Ventania e outros).

Tentamos em vão almoçar no Mercado Municipal que estava lotado de gente e com filas quilométricas a serpentear pelos restaurantes e lanchonetes.

Ventania Discos

Ventania Discos

Nessa mesma sexta-feira à tarde nós desembarcamos na Estação Anhangabaú do Metrô e visitamos, o que para mim foi o ponto alto do passeio, a Galeria Nova Barão. Lojas organizadas e especializadas por estilo: alternativo, jazz, psicodélico, black music, metal, punk, etc. Discos usados em excelente estado e discos novos com excelente preço. E nossa bagagem de mão só aumentava.

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A FEIRA DA BENEDITO CALIXTO

A manhã de sábado (09/06) foi reservada para a Feira da Praça Benedito Calixto. Uma das feiras de antiguidade mais famosas do Brasil tem uma ala reservada para o comércio de “objetos sonoros”: discos de vinil, CDs, fitas-cassette, etc. Cheguei lá com a disposição de não comprar mais nada. Impossível resistir.

José Maurício na Benedito Calixto

José Maurício na Benedito Calixto

Depois de um passeio pela Teodoro Sampaio, onde há uma grande concentração de lojas de instrumentos musicais, resolvi parar para tomar uma(s) cerveja(s) num boteco em frente à feira. Zé Maurício, incansável, foi perambular pelas barracas mais uma vez.

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ROMEU BEGHER, PhD EM LUTERIA

Após o almoço, chegou o momento mais esperado pelo Zé Maurício: buscar sua guitarra encomendada ao Sr. Romeu Benvenutti Begher. O Sr. Romeu nos recebeu, esbanjando simpatia e modéstia, em sua oficina (anexa a sua residência) onde ele fabrica, e conserta, instrumentos de corda personalíssimos, além de vitrolas, amplificadores transistorizados e valvulados.

Romeu Begher em sua oficina.

Romeu Begher em sua oficina.

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DESCANSO? LEDO ENGANO

Chegamos ao hotel, ainda no sábado, por volta de 15h. Minha intenção era descansar e começar a arrumar minhas coisas para a volta no domingo de manhã. Entretanto o Zé Maurício insistiu para voltarmos ao centro e entrar na Galeria das camisetas do Rock.

Galeria do Rock

Galeria do Rock

Um lugar lotado que me deixou agoniado. Mal eu comprei uma camiseta do Clash e saímos dali de volta à maravilhosa Galeria Nova Barão.

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AMOR TÁCTIL II

No domingo, 10/06, estava programada uma ida à Feira do Bixiga, mas achamos meio temerária tal aventura, pois precisaríamos estar no aeroporto às 11h e a Av. Paulista seria fechada às 10h para a Parada do Orgulho GLBT, o que comprometeria nosso deslocamento. Achamos por bem ir para o aeroporto mais cedo e deixar o Bixiga para outra oportunidade.

Teatro Municipal

Teatro Municipal visto da Galeria Nova Barão

Perguntaram-me, quando voltei, se não seria mais fácil encomendar os discos desejados, às lojas visitadas, respondi que nada se compara ao prazer de garimpar e pegar nos discos, olhá-los, senti-los, mesmo que isso cause dormência nas pontas dos dedos, dores nas costas e pernas doloridas. Valeu meu amigo José Maurício!!!

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ÁLBUM DE FOTOS

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3 comentários sobre “Passeio pelo Planeta Vinil

  1. EMAILS=2016-034 — 07/domingo = 02:26-HBV
    PASSEIO PELO PLANETA VINIL, EM SAMPA
    – Via R O C K O N T R O
    Obrigado por esta viagem na qual, imaginariamente, fui
    junto com vocês. Depois da leitura, mergulhei no quarto
    do meu Kavern Club, onde chafurdei nos meus + / – 800
    LPs, sobreviventes de diversos furtos de “amigos” ou não.
    PAZ & BEM, E ATÉ AMANHÃ, SE DEUS NOS PERMITIR

    Curtido por 1 pessoa

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