Deep Purple: Sombras de Púrpura Escuro

Fábio Finotti

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Uma das mais longevas bandas da história do Rock, o Deep Purple esteve desde cedo em minha vida por influência de meu irmão mais velho que possuía vários discos em vinil, entre eles o “Machine Head” com sua capa de rostos distorcidos, ou mesmo o “In Rock” com o Monte Rushmore composto pelos integrantes da banda substituindo a face dos presidentes norte-americanos.

O Deep Purple continua a gravar e tocar quatro décadas após a sua formação inicial em Herford, Inglaterra em 1968. De 1968 a 1976 a banda passou por diversas mudanças em sua formação, comumente chamadas de Marco I, II, III e IV, bem como um hiato de oito anos (1976-1984).

O INÍCIO – MARCO I E II

Tudo começou com a ideia de reunir vários músicos talentosos em um grupo chamado Roundabout (Carrossel), na qual os integrantes se revezariam em torno de um baterista. Ideia apoiada pelo produtor Tony Edwards e o primeiro a topar a ideia foi o tecladista Jon Lord, seguido pelo guitarrista Chris Curtis e pelo baixista Nick Simper. Entretanto Chris Curtis desapareceu para curtir os movimentos dos anos 60, e foi quando se juntou a banda o guitarrista Ritchie Blackmore, trazendo consigo o baterista Ian Paice que por sua vez trouxe o vocalista Rod Evans, ex-integrante da banda The Maze, consolidando assim a formação Marco I.  Com a saída de Curtis, os integrantes precisavam de um novo nome para a banda, e depois de formarem uma lista optaram pelo nome Deep Purple, nome de uma música que a avó do Ritchie Blackmore adorava.

Marco I

Marco I

Não tardaria a banda lançaria o primeiro disco, “Shades of Deep Purple”, 1968, contando com regravações de músicas de outras bandas, como uma versão de Help dos Beatles, bem como Hey Joe (sucesso com Jimi Hendrix), com destaque à música Hush, composta por Joe South, que entrou nas paradas de sucessos estadunidenses.

Em dezembro daquele ano, quando o segundo disco chamado “The Book of Taliesyn” já havia sido lançado, eles fizeram sua primeira turnê na América acompanhando o Cream. Nessa turnê o grupo descobriu que outro motivo de seu sucesso no Novo Mundo vinha do nome da banda – o mesmo de uma droga então muito popular na Califórnia.

O terceiro disco, chamado de “Deep Purple”, reflete a tensão do grupo em se desvencilhar do rock inglês dos anos 60 em busca de um som mais alto e enérgico, bem como a incompatibilidade da voz de Evans para este caminho. Após Blackmore e Lord irem a uma apresentação de um grupo chamado Episode Six, eles marcaram um teste com o seu vocalista Ian Gillan e seu baixista chamado Roger Glover, gravando um single chamado Hallellujah.

Marco II

Marco II

Com a aprovação da dupla, não demoraria até que o Deep Purple ficasse com a formação conhecida como Marco II. Nesta época Jon Lord estava finalizando o seu “Concerto for Group & Orchestra”, que seria apresentado no Royal Albert Hall e idealizado como um novo tipo de composição que unia a música erudita e o rock, bem como a música Child in Time, sendo uma composição que mostrava o que esta formação trazia de novo à anterior, tais como mudanças de ritmo e solos e vocais poderosos.

O primeiro disco com a formação Marco II foi o “In Rock” com faixas sensacionais tais como Speed King, Bloodsucker, Into the Fire, Living Wreck e a já citada Child in Time. Em seguida, foi lançado o disco “Fireball”, que mantêm a eletricidade, mas se envereda por um caminho mais experimental.

Em dezembro de 1971, a banda lança o álbum “Machine Head”, citado por muitos como um dos mais influentes álbuns de Heavy Metal de todos os tempos e quer por si só merece um artigo na seção “Discos Nota 11”, tendo músicas do calibre de Smoke on the Water, Lazy, Highway Star, Pictures at Home e Space Truckin’. A formação marco II faria apenas mais um álbum chamado “What Do We Think We Are”.

MARCO III E IV

Com o relacionamento entre os integrantes se deteriorando, especialmente entre Blackmore e Gillan, este último resolver sair da banda junto com Glover. O primeiro novo integrante recrutado para o Deep Purple logo após o fim do Marco II foi o baixista Glenn Hughes, que cantava e tocava baixo no Trapeze. O grande problema foi encontrar um vocalista, então os empresários não paravam de receber fitas de novos artistas. Uma delas fora enviada por um rapaz de 21 anos, gordinho e cheio de espinhas, que cantava desde os 15 anos e ganhava a vida vendendo roupas da moda numa boutique: David Coverdale (nos meses seguintes, os empresários da banda lhe dariam alguns remédios para afinar a aparência).

Marco III

Marco III

Com esta formação foram gravados os álbuns “Burn” e “Stormbringer”. A crescente influência de funk e soul – trazida por Glenn Hugues – fez com que Rithie Blackmore abandonasse a banda para montar o Rainbow.

Para substituir essa lacuna, foi convidado o guitarrista Tommy Bolin, primeiro norte-americano na banda, constituindo a formação Marco IV com a gravação do álbum “Come Taste the Band”.

Marco IV

Marco IV

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O FIM E RECOMEÇO

Ao final do show de 15 de março de 1976, em Liverpool, David Coverdale desabafa com Lord: não havia mais clima para continuar com o Deep Purple. Lord desabafa de volta: não havia mais um Deep Purple para continuar. E durante oito anos o Deep Purple permaneceria fora do ar. Em 1984 é anunciada a volta do Deep Purple com a sua formação de maior sucesso (Marco II), com Gillan, Blackmore, Paice, Glover e Lord. É lançado o essencial “Perfect Strangers”, que foi seguido por “Nobody Perfect” (ao vivo) e pelo fraco “The House of Blue Light”.

Marco II - A Volta

Marco II – A Volta

Muitas outras formações foram feitas entre idas e vindas de seus integrantes, mas o que importa é que o Deep Purple continua ativo oferecendo o melhor do rock.

MÚSICAS

MARCO I

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MARCO II

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MARCO III

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MARCO IV

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MARCO II – A Volta

 

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