MOA: Fiasco a Céu Aberto – Capítulo 1

Alanzera

MOA: MERDA OPEN AIR OU FIASCO A CÉU ABERTO

Capítulo 1/3

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PRÓLOGO

Desde dezembro de 2011, quando fiquei sabendo do festival Metal Open Air, que aconteceria de 20 a 22/04/2012 no Parque Independência (São LuisMaranhão), minhas expectativas eram enormes. A cada banda confirmada, a cada show anunciado, minha ansiedade só aumentava. O primeiro passo foi comprar o ingresso, algo que fiz logo no início de janeiro/2012. Paguei R$ 225,00 pela meia-entrada, que já estava no terceiro lote, e mais absurdos R$ 45,00 pela taxa de conveniência.

Com a entrada garantida, o passo seguinte foi procurar hospedagem para ficar durante o evento. Uma das opções oferecidas pelo site do MOA (Migué Open Air) era um camping, localizado dentro do Parque e bem próximo dos palcos. Havia duas opções: indoor e outdoor, ou seja, camping coberto e camping descoberto. Para mim era o ideal, pois o valor estava em conta (R$ 100,00 pelos três dias) e a comodidade era um atrativo a mais.

A estrutura planejada

A estrutura planejada

Infelizmente, ao efetuar o pagamento do camping, que fiz no final de janeiro, descobri que os 600 ingressos disponíveis para o camping indoor já tinham sido vendidos, ou seja, teria que acampar a céu aberto. Mal sabia eu que esse seria o menor dos problemas. Adiante.

O terceiro passo foi decidir como eu chegaria a São Luís do Maranhão. Uma das opções era ir de ônibus, em uma excursão que a Under Metal estava organizando. Três fatores me fizeram desistir de ir com eles: o valor, que começava em R$ 420,00 no primeiro lote e ia até R$ 460,00 no terceiro lote, o desgaste em ir de ônibus para um lugar tão longe (2.000 km de distância) e o tempo que levaria para chegar lá (saída dia 18/04 e retorno dia 24/04).

primeiras bandas confirmadas

Cartaz com as primeiras bandas “confirmadas”

Se, matando 2 dias de serviço, meu chefe já deve ter achado ruim, imagina se eu faltasse 5 dias. Tava fudido, literalmente.  Plano B: ir de avião. Pela bagatela de R$ 772,88 (presente antecipado de aniversário da minha mãe e irmã), um vôo da Gol percorreria os mesmos 2.000 km em um tempo infinitamente menor, além de faltar só dois dias no trampo. Comprei. Segue passeio.

 

DIA 0

No dia do embarque, o prenúncio do que estava por vir. Entrei na página do Facebook do evento e vi que alguns bandas haviam sido cancelados, e que as pessoas que chegaram na quinta-feira ao camping (o festival começaria na sexta) não conseguiram entrar por causa do atraso na confecção das pulseiras de identificação. Porrannnn. Se o festival foi anunciado ano passado, essas benditas pulseiras já deveriam estar prontas há décadas.

Já com um pezinho atrás por causa das bad news, decidi ir ainda assim. Afinal, uma graninha preta já tinha saído dos meus já miseráveis bolsos. Meu brother Tiago Miotto se dispôs a me levar até o aeroporto. Por lá, avistei vários headbangers, todos com o mesmo destino. E lá fui eu, rumo ao inferno.

Promessas vãs

Promessas vãs

Na conexão do vôo, em Brasília, conheci outros malucos que saíram do conforto de seus lares para ir se lascar no Nordeste. Entre eles, um camarada de Pederneiras, interior de São Paulo, “perrrrto de Bauru”, como ele fazia questão de frisar quando via a cara do interlocutor.

Vista aérea do Parque Independência (sr. piloto volte para Goiânia!!!)

Vista aérea do Parque Independência (sr. piloto volte para Goiânia!!!)

Combinamos ali mesmo no aeroporto JK de dividirmos o táxi do aeroporto de São Luis (que, milagrosamente não se chama José Sarney, e sim Marechal Cunha Machado) até o local do “Maior Festival de Rock das Américas”. Rá! Ié-ié! Salci fufu!

Ao desembarcar em SLZ (não deveria ser SLS?), descobri que o aeroporto de lá consegue ser pior que o de Goiânia. A desculpa oficial é que ele está em reforma para a Copa do Mundo, (mesmo a cidade não sendo uma das sedes). Vai saber.

Um amigo do Pederneiras (juro que esqueci o nome do sujeito), chamado Plínio, nos aguardava no desembarque. Ele havia chegado antes, vindo do Sergipe. A cooperativa de táxi esperteeeenha que trabalha no aeroporto tabelou a corrida em R$ 30,00 até o Independência. Acho que pelo taxímetro não daria nem 15 pilas.

A logo da loucura!

A logo da loucura!

 

Continua no próximo capítulo…

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2 comentários sobre “MOA: Fiasco a Céu Aberto – Capítulo 1

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