Diálogos Musicais: “Chiquita Bacana” de Braguinha e “A Filha da Chiquita Bacana” de Caetano Veloso

A marchinha carnavalesca Chiquita Bacana era uma das músicas mais frequentes nas cantorias domésticas de minha mãe, aliás, seu repertório de canções de carnaval era bastante extenso. Composta por Braguinha, ou João de Barro – como era conhecido o compositor carioca Carlos Alberto Ferreira Braga – e seu parceiro Alberto Ribeiro para o carnaval de 1949.

Interpretada primeiramente por Emilinha Borba, a música foi um sucesso estrondoso no ano em que foi lançada e se tornaria uma das mais cultuadas da prolífica produção musical (mais de 400 canções) de Braguinha.

Ao retratar, de forma divertida, uma mulher que fazia ‘o que lhe desse na telha’ sem se preocupar com a opinião alheia sobre seus atos, Braguinha e Ribeiro se inspiraram no existencialismo de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir. O que fica explícito nos versos finais:

“Existencialista
Com toda razão
Só faz o que manda
O seu coração”

Chiquita Bacana ganhou inúmeras regravações no Brasil e no exterior, inclusive uma versão em francês cantada por Josephine Baker. Em 1977, Caetano Veloso lançou A Filha da Chiquita Bacana, uma merecida homenagem a Braguinha em ritmo de frevo. A música é sobre a filha feminista da Chiquita, que “puxou à mamãe” e entra para o “Women’s Liberation Front”, movimento político feminista surgido durante a década de 1960.

Caetano e Os Trapalhões em um “Trapaclipe:

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