Toda a potência do AC/DC

Fábio Finotti

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O INÍCIO

A família Young imigrou da cidade escocesa de Glasgow em 1963 e fixou residência em Sydney, Austrália. O filho mais velho, George, logo aprendeu a tocar guitarra e se tornou membro de uma das mais bem sucedidas bandas da década de 1960, chamada Easybeats. Influenciados pelo irmão, Malcolm Young juntou-se a uma banda chamada Velvet Underground (não confundir com a homônima nova-iorquina), e Angus Young formou uma banda chamada Tantrum, ambas as bandas ficaram limitadas a apresentações escolares.

Em 1973 os irmãos resolveram unir forças em uma nova banda chamada AC/DC, assim chamada por causa da inscrição na parte de trás da maquina de costura da irmã mais velha. Recrutaram o vocalista Dave Evans, o baixista Larry van Kriedt e o baterista Colin Burgess para a sua formação inicial, entretanto logo o baixista Van Kriedt foi substituído por Rob Bailey e Colin Burgess por Ron Carpenter, que foi substituído por Russell Coleman, e por fim por Peter Clark.

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Com a formação Young / Young / Evans / Bailey / Clark, gravaram seu primeiro single, Can I Sit Next to You Girl / Rockin’ In the Parlour, mas sentiram que o vocalista, mais propenso ao Glam Rock, não era adequado ao estilo da banda e o substituíram por Bon Scott, amigo do irmão George.

No início de 1975 foi lançado na Austrália o primeiro álbum “High Voltage”, já com Phil Rudd na bateria, que levou apenas 10 dias para ser gravado. Com esta formação a banda gravaria mais três álbuns: “TNT” de 1975, “Dirty Deeds Done Dirt Cheap” de 1976 e “Let There Be Rock” de 1977.

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Durante a turnê deste último álbum uma briga por uma mulher entre Angus e Mark Evans levou este último a abandonar a banda, sendo rapidamente substituído por Cliff Williams, que está na banda desde então. Esta formação gravou alguns dos melhores álbuns do AC/DC, começando por “Powerage”, seguido pelo ao vivo “If You Want Blood You’ve Got It” de 1978.

Em 1979 gravaram aquele que é considerado o melhor disco da era Bon Scott, “Highway to Hell”. O título é uma clara referência, bem como uma sátira, a Stairway to Heaven do Led Zeppelin. Surgiram boatos de pacto com o diabo, reforçados pela capa do disco e afirmações de que a banda seria uma má influência para a juventude, contribuiu para isso o fato de um famoso assassino, que se intitulava Night Crawler, ao ser preso se declarar fã da banda.

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TRAGÉDIA E NOVO CANTOR

Justo quando alcançaram fama mundial, aconteceu no dia 19 de fevereiro de 1980 uma tragédia: o vocalista Bon Scott foi encontrado morto no banco de trás de um carro. Com a difícil tarefa de substituir o irreverente Scott, e após várias audições sem sucesso, receberam uma carta de um fã recomendando o cantor Brian Johnson, que na época fazia parte da banda Geordie. O novo cantor havia sido escolhido.

Com Brian Johnson, a banda terminou de compor as músicas para o álbum Back in Black, dos hits Hells Bells, You Shook Me All Night Long e Back in Black. O álbum alcançou o 1º lugar no Reino Unido e o 4º nos Estados Unidos, onde ficou 131 semanas no Top 10. “Back in Black” é o 5º álbum mais vendido de todos os tempos nos Estados Unidos. O próximo álbum, For Those About to Rock We Salute You”, foi lançado em 1981, vendeu bem e recebeu críticas positivas.

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Após anos de declínio, entre 1982 e 1987, envolvendo álcool e drogas, a banda teve sua popularidade renovada com o lançamento do álbum “Blow Up Your Vídeo”, que foi um sucesso comercial vendendo mais cópias que os dois últimos álbuns juntos, alcançando o 2º lugar na parada do Reino Unido, a melhor posição desde “Back in Black”. Apenas em 1990 lançaram um novo álbum chamado “The Razor’s Edge”, e em 1995 lançaram “Ballbreaker”, sendo que a turnê mundial de 1996 incluiu apresentações no Brasil.

Em 2000, a banda lançou o seu 14º álbum de estúdio, Stiff Upper Lip”, sendo mais bem recebido pelas críticas do que o anterior, “Ballbreaker”, considerado carente de novas idéias. Em 2008 foi lançado o 15º álbum de estúdio da banda chamado Black Ice.

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Em 2011 foi o lançamento do vídeo (blu-ray): “AC/DC – Live a River Plate”, sendo uma seleção dos melhores momentos de 3 shows realizados no estádio do River Plate, Argentina,  para um público de quase 200 mil pessoas, sendo o show filmado por 32 câmeras de alta resolução. E por fim o 16º álbum chamado “Rock or Bust”, recebendo críticas positivas e um videoclipe (proposital ou não) cheio de defeitos especiais.

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MÚSICAS

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2 comentários sobre “Toda a potência do AC/DC

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