The Kinks Really Got You

Simone Souza

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PARTE 1 – THE KINKS

Os Kinks foram mais uma banda da invasão britânica. Formada em 1964, iniciou sua carreira de sucesso com o single You Really Got Me, terceiro lançado por eles (Long Tall Sally, um cover, foi o primeiro, e You Still Want me o segundo) no mesmo ano, e alcançou a sétima posição na Billboard. Mesmo não sendo uma banda amplamente conhecida como os Stones, os Beatles ou Who, teve uma influência gigantesca nas gerações subsequentes. O riff de You Really Got Me é um dos mais famosos da história do rock e virou uma espécie de “fórmula” para outras músicas da banda.

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Em 1967 foi lançada a música Waterloo Sunset no disco “Something Else”, uma das mais conhecidas e tida como uma das melhores da banda. O jornalista de música pop Robert Christgau afirmou que é a “música mais bonita da língua inglesa”; Pete Townshend, do Who, diz que ela é “divina”, uma “obra de arte”, enquanto Stephen Thomas Erlewine, editor sênior do Allmusic, se refere a ela como “possivelmente a música mais bonita da era do rock’n’roll”.

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Ouça:

You Really Got Me (1964) 

Set Me Free (1965)

Waterloo Sunset (1967) 

PARTE 2 – UM POUCO DE HISTÓRIA

A formação original da banda consistia em Ray Davies (vocal principal, guitarra base), Dave Davies (vocais, guitarra solo), Pete Quaife (vocais, baixo) e Mick Avory (bateria e percussão). Pete Quaife saiu em junho de 66, voltando em novembro do mesmo ano e ficando até março 69, sendo substituído por John Dalton de julho a novembro de 66 e depois de abril de 69 até 76, quando foi substituído por Andy Pyle de 1976-78, sendo que Dalton tocou em uma música do disco “Misfits” (1978), In a Foreign Land. A partir do “Low budget”, em 1979, quem assumiu o baixo foi Jim Rodford.

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Em 1965 entraram os teclados: Nicky Hopkins (65-68), John Gosling (70-78), Gordon John Edwards (78), Ian Gibbons (79-89, 93-96) e Mick Haley (89-93). Bob Henrit substituiu Mick Avory na bateria em 1984, quando este brigou com Dave Davies no estúdio – nunca tiveram afinidade um com o outro. Os únicos membros que ficaram do início até o fim da banda foram os irmãos Ray e Dave Davies, que se desentendiam o tempo todo e continuam brigando até hoje.

Ray era o líder da banda, era ele quem fazia a maioria das músicas, sendo Dave co-autor e autor de algumas. Ray sempre foi extremamente lírico, ácido e irônico em suas letras, que trouxe para os Kinks amadurecimento nos discos do final dos anos 60, como o “The Kinks are the Village Green Preservation Society” de 1968, descrito por Stephen Thomas Erlewine como “um álbum conceitual lamentando a perda dos velhos costumes da Inglaterra”. Falava sobre um país que na verdade nunca foi como descrito, trazendo o exagero e a ironia que eram costumeiros em suas letras.

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No álbum “Arthur (Or the Decline and Fall of the British Empire)” de 1969, também conceitual, é contada a história de um homem que se muda de Londres para a Austrália por causa do desastre gerado pela Segunda Guerra Mundial.  É considerado por muitos como uma das melhores, se não a melhor, óperas-rock já feitas em todos os tempos.

Ouça:

Sunny Afternoon (1966) assim como “Taxman” dos Beatles, fala sobre a exacerbada cobrança de impostos pelo governo inglês.

Death Of A Clown, escrita por Ray e Dave Davies e interpretada por Dave, do disco “Something Else” de 1967.

Do You Remember Walter? (1968)

Yes, Sir, No, Sir (1969) 

PARTE 3 – DÉCADAS DE 1970 E 1980

Em 1970 é lançado o disco “Lola versus Powerman and the Moneyground pt. 1”, mais um disco conceitual com as já conhecidas sátiras e uma variação maior do estilo da banda, que perpassa do folk ao hard rock. Lola e Apeman foram os dois singles de sucesso do disco. Nele contém também uma composição de Dave, Strangers.

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Na década de 1970 a banda continuou a lançar discos, embora alguns deles com uma qualidade inferior aos anteriores e não tão bem recebidos pela crítica. O sucesso comercial decai e só retorna com o “Sleepwalker” em 1977 – sendo que foi o primeiro disco depois de anos a não ser conceitual, por conta da gravadora, que não permitiu. Ficou em 21ª posição nos Estados Unidos e dois anos mais tarde o “Low Budget” em 79 ficou na 11ª posição, a mais alta de todos os discos que os Kinks lançaram. Em 1982 estourou o hit Come Dancing e em 1985 Do It Again, sendo estes os últimos singles de sucesso da banda.

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Ouça:

Strangers

Lola

Apeman

Alcohol, do “Muswell Hillbillies” de 1971

(Wish I Could Fly Like) Superman, “Low Budget”, 1979

Come Dancing, 1982

Do ItAgain, 1985 

PARTE 4 – O LEGADO

Após essa época, o sucesso não continuou com os discos subsequentes. Em 1986 foi lançado “Think Visual”, que alcançou a 81ª posição na Billboard. Em 122ª ficou “UK Jive” de 1989 e em 166ª “Phobia”, em 1993 – último disco da banda, que acabou em 1996, basicamente por brigas internas e fracasso comercial. Em 1994 foi formado o grupo Kast Off Kinks, que ainda está ativo e conta com alguns dos antigos integrantes da banda, tendo alguns outros feito uma rápida participação.

THE KINKS British Pop Group Left to Right: MICK AVORY; DAVE DAVIES; RAY DAVIES and PETE QUAIFE COMPULSORY CREDIT: UPPA/Photoshot Photo CPB 027167   10.02.1971

O estilo musical dos Kinks sofreu variação algumas vezes, fazendo com que a banda experimentasse vários gêneros, como R&B, rock, hard rock, folk, new wave etc. Frequentemente são chamados de “punks originais” e influenciaram uma quantidade gigantesca de artistas e bandas, como Ramones, The Clash, The Jam, Joan Jett, The Pretenders, Van Halen, Oasis, Blur, Pulp, etc etc etc…

Ouça:

Van Halen: You Really Got Me

The Jam: David Watts 

Joan Jett: Celluloid Heroes

The Knack: The Hard Way

David Bowie, Where Have All The Good Times Gone

The Pretenders: Stop Your Sobbing 

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