Viagens Musicais

Paulo Fernandes

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“MEXERAM NA MINHA GULLIVER”

No filme “Laranja Mecânica”, adaptação de Stanley Kubrick para o livro de Anthony Burgess, a música tem papel preponderante, tanto que em muitas vezes ela está em primeiro plano, dominando a tela. É por isso que gosto tanto desse filme e da obra de Kubrick, que tanta importância confere à música.

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A música, desde sempre, tem um apelo visual muito forte para mim, nas histórias e filmes que ela faz exibir na minha cabeça ou, como diria o personagem principal de “Laranja Mecânica” Alex, na minha gulliver. No filme, em pelo menos dois momentos, vemos as imagens mentais provocadas pela música de Beethoven na gulliver de Alex.

A música tem esse poder de nos fazer viajar para mundos reais ou imaginários.

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EM LONDRES COM OS BEATLES

No final da década de 1960 eu estive em Londres, aliás, nessa época eu morei em Londres. Bem, isso não aconteceu nesse mundo “real” em que vivemos, mas num fantástico mundo da imaginação propiciado pela música.

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Eu escutava as músicas dos Beatles e me transportava para a Swinging London. Interessante que, algumas décadas depois, quando estive lá em carne e osso, me pareceu estar revendo alguns lugares que já conhecia.

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MÁQUINA DO TEMPO

Com determinadas músicas, ou estilos musicais, tais viagens podem ocorrer não só no espaço, mas também no tempo. Eu deveria ter uns 15 anos quando me vi cavalgando por florestas na Europa do século XIX, ao ouvir o “Concerto para Piano nº 1” de Tchaikovsky.

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No caso de discos conceituais de rock progressivo, você já tem a linha mestra, é só deixar a imaginação fluir: seja acompanhando a saga do Rei Artur ou a viagem do Prof. Lindenbrook ao centro da Terra, respectivamente dois discos de Rick Wakeman: “The Myths and Legends of King Arthur and The Knights of Round Table” e “Journey to the Centre of the Earth”.

E com o Pink Floyd? Viaja-se no presente e no futuro, na Terra ou fora dela. Com o Yes é, quase sempre, por planetas tranqüilos.

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CAMINHANDO PELAS CIDADES

Nada me evoca mais o caminhar por centros decadentes de cidades (Goiânia é uma delas) do que a música do Clash. Aliás, a música do Clash provoca em mim uma energia libertária e uma sede de justiça que tenho vontade de sair marchando em passeatas, seja em Goiânia, na Londres setentista ou na Madri franquista.

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Gabriela, Carolina e eu, nos becos do centro da cidade.

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“AJUSTE OS CONTROLES PARA O CORAÇÃO DO SOL”

Catedrais góticas, viagens estelares, campos verdejantes, mares ondulados, cidades barulhentas = música.

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Como dizia Arthur da Távola* (não é o Rei Artur) em seu programa “Quem Tem Medo da Música Clássica”: “Música é vida interior; e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão”.

Antes que este texto fique muito viajado é melhor parar, desligar os motores da nave/projetor e descer para o “mundo real”, mas não sem antes conclamar a todos: “Vamos viajar!!”.

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* Pseudônimo de Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros, advogado, escritor, radialista, professor e político carioca.

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ALGUMAS VIAGENS

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