The Days of Paul McCartney

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THE DAYS OF PAUL McCARTNEY

O título está em inglês, pois se refere às canções de Paul McCartney com a palavra day. Podemos usar este tema recorrente para termos sua visão diante da passagem dos dias e as intepretações dadas por ele em suas canções.

 

Yesterday

Uma reflexão depois da perda de um amor e as saudades dos tempos sem problemas amorosos ou não.

O início dessa composição deu-se durante os shows dos Beatles na França em 1964 e foi sendo trabalhada até sua gravação em junho de 1965. Teve o título provisório de Scrambled Eggs (Ovos Mexidos). Foi primeira canção gravada por apenas um beatle (Paul: voz e violão com cordas de aço e um quarteto de cordas).

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Ela foi lançada nos EUA em compacto (ou single) contra a vontade dos Beatles – na Inglaterra esse compacto só seria editado em 1976, bem depois do fim da banda – e vendeu um milhão de cópias em cinco semanas nos Estados Unidos. Foi a música mais tocada nas rádios estadunidenses por oito anos consecutivos. E é a música gravada por mais cantores em toda a história da música popular com cerca de mil e seiscentas interpretações.

 

Birthday

Pura energia e celebração. Paul tinha o riff principal e, com ajuda de John, foi composta e gravada em num clima de “rock antigo”, após a dupla assistir ao filme “The Girl Can’t Help It”, de 1956, com Little Richard, Jerry Lee Lewis, Gene Vincent, Fats Domino e Eddie Cochran, que passara pela primeira vez na BBC. Esta é a única música do Álbum Branco gravada com Lennon e McCartney nos vocais.

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Os Beatles em 1968

 

Valentine Day

Faixa instrumental do álbum “McCartney”, de 1970, primeiro disco solo de Paul.

 

Another Day

Descreve a rotina de uma triste garota que se divide entre o trabalho e a casa enquanto espera o “homem dos seus sonhos” quebrar esse encanto.

O compacto foi lançado em 1971, e foi gravado por Paul e Linda dividindo todos os instrumentos, exceção à bateria de Denny Seiwell e guitarra steel de David Spinozza.

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Linda e Paul em 1971

John usou o título desta música e de Yesterday para responder às alfinetadas de Paul na música Too Many People. Coisas como “Don’t let them tell you what you wanna be” (Não deixe que lhe digam o que você quer ser, em uma clara referência à Yoko) foram respondidas, por John, na mais clara ainda How do you Sleep? (The only thing you done was yesterday / And since you’re gone you’re just another day).

 

One of These Days

Uma ode à reflexão, uma parada para respirar depois da dissolução dos Wings. Lançado no disco “McCartney II”, gravado em casa por Paul no estúdio de 16 canais onde ele canta e toca todos os instrumentos assim como no LP de 1970, “McCartney”.

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Here Today

A reconciliação com Lennon após sua morte em 1980 através de versos como “never understood a word but you were always there with a smile” (nunca entendi uma palavra mas você estava sempre lá com um sorriso) ou “and was glad you came along” (e fiquei feliz que você apareceu). Fez parte do album “Tug of War” de 1982.

 

 

That Day is Done

Escrita por McCartney e Declan MacManus (conhecido pelo pseudônimo de Elvis Costello) para o álbum “Flowers in the Dirt” (1989). Trata-se do funeral da avó de Elvis com o forte refrão gospel feito por Paul no piano exorcizando as lembranças de seu parceiro.

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Paul e Elvis Costello

 

Somedays

Escrita para Linda enquanto Paul a esperava numa seção de fotos, fala de amor (em tom de agradecimento, não de problemas) e ainda da preocupação com os que vivem com medo e temem o pior. Possui, como Yesterday, um fantástico arranjo de cordas escrito por George Martin. O auge dos “dias” de James Paul, uma balada perfeita. Contida no álbum “Flaming Pie” de 1997.

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Paul e George Martin

 

Early Days

Paul: “Quero dizer, a história dos Beatles está realmente nas aulas de história – meus netos dizem: ‘Você estava em um livro hoje, vovô!’ E você vai ver e ‘O quê? Oh não! Que vergonha!”.

Incomodado com o livro de história de seu neto que não contava a verdade, escrito por alguém que nunca esteve com John e ele enquanto escreviam as canções dos Beatles, Paul fez esse desabafo. É um relato sobre o começo de carreira, quando ele tinha que “que mudar da dor para o riso apenas para não ficar louco”.

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Descreve a luta dele de Lennon: “Vestido de preto da cabeça aos pés / Duas guitarras em nossas costas / Andaríamos pelas ruas da cidade / Procurando alguém que iria ouvir a música que havíamos escrito em casa”

E finaliza: “Agora todo mundo parece ter a própria opinião / Quem fez isso e quem fez aquilo / Mas, quanto a mim, eu não vejo como eles podem lembrar / Já que não estavam onde aconteceu”. De “New”, 2014.

Tenho a opinião própria: It were wonderful days!

 

MÚSICAS

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